Viagem para América do Sul!
Viagens terrestres pela América Latina: seguro viagem, Carta Verde e cuidados essenciais. Como por exemplo, Argentina, Chile, Bolívia...
A partir de julho de 2025, o seguro viagem passou a ser obrigatório para a entrada de turistas na Argentina. Além disso, para viagens de carro pelos países do Mercosul, a Carta Verde continua sendo um documento indispensável, pois comprova a existência de seguro de responsabilidade civil válido nos países participantes.
Por isso, ao planejar uma viagem terrestre pela América Latina, um dos primeiros passos deve ser providenciar a Carta Verde e o seguro viagem. Países como Uruguai, Chile e Argentina possuem sistemas de saúde que não garantem atendimento gratuito a turistas estrangeiros em diversas situações, tornando o seguro uma proteção fundamental para evitar gastos elevados com emergências médicas.
Outro ponto importante é verificar se o seu veículo está segurado por uma seguradora que ofereça cobertura para o casco no país de destino. Também é essencial observar todas as exigências e questões alfandegárias antes de cruzar as fronteiras.
Ao viajar por países andinos, como Peru e Bolívia, bem como por regiões elevadas do Chile, Equador e Colômbia, é importante estar atento à altitude. Nessas localidades, o ar possui menor concentração de oxigênio, o que pode causar o chamado Mal Agudo da Montanha (MAM), também conhecido como soroche. Em casos graves, a condição pode evoluir para complicações potencialmente fatais, como edema pulmonar de altitude e edema cerebral de altitude. Por esse motivo, recomenda-se aclimatação gradual, hidratação adequada e atenção aos primeiros sintomas, como falta de ar, tontura, dor de cabeça intensa e náuseas.
Além das questões de saúde, quem percorre longas distâncias pela América Latina deve acompanhar o cenário político e social dos países que pretende visitar. Conflitos internos, protestos, bloqueios de estradas, tensões diplomáticas e até situações relacionadas a guerras ou disputas regionais podem resultar no fechamento temporário de fronteiras, interrupções de rotas e dificuldades de deslocamento.
O seguro viagem se consolidou fortemente no Brasil a partir dos anos 2000, especialmente em razão das exigências do Tratado de Schengen, que reúne diversos países da Europa em um espaço de livre circulação. Para que estrangeiros possam ingressar e circular entre os países participantes, uma das exigências é a contratação de um seguro viagem com cobertura mínima determinada pelas autoridades europeias.
O seguro viagem é composto por diversas coberturas e funciona como uma proteção temporária para emergências durante viagens internacionais. O valor da cobertura é definido no momento da contratação e pode abranger despesas médicas, hospitalares e outros imprevistos previstos na apólice. Trata-se de uma ferramenta de extrema importância para a segurança e a saúde do viajante, pois garante suporte financeiro caso seja necessário atendimento médico fora do país de residência.
Tendo isso em vista, o seguro viagem deve ser encarado como uma necessidade em qualquer viagem internacional. Ele oferece amparo diante de emergências, especialmente médicas, que são imprevisíveis e que, em muitos casos, podem gerar despesas extremamente elevadas para o viajante e sua família.